Fogo de Conselho 1
Mais um acampamento, uma mística escoteira, uma tradição envolta em simplicidade, inspiração e felicidade.
Um fogo que aquece e ilumina nossos corações que tem sua origem em hábitos indígenas que em seus carbetos ao redor do fogo transmitem suas tradições entre feitos heróicos e narrativas diversas de sua própria cultura.
Para escoteiros, são momentos de bom humor e expansão de um conhecimento coletivo; os esquetes traduzem a assimilação da Promessa e Lei Escoteira, e que se percebe nos rostos e olhares dos jovens que brilham ao redor das chamas; para os adultos um despertar de suas próprias memórias escoteiras que resgata o seu compromisso em fazer o seu Melhor Possível.
Enfim, através do Fogo simbólico, o Espírito de B.P. se apresenta em nossos corações, sempre na Mente e junto de Nós.
Arquivo: História e Memória escoteira
Essa é a primeira parte de uma serie de histórias escoteiras que iremos contar aqui , histórias e "causos" que servirão para nos lembrar de que ser escoteiro é muito bom .
Fogo de
Conselho 2
Junto ao
Fogo Sempre Estará
A quem
pertence esta capa de Fogo de Conselho?
Muitas memórias... Muitas passagens... muitos esquetes... Muitas
alegrias.
Momento mágico que transporta tanto o Jovem como o Chefe a
várias fogueiras, vários acampamentos; suas chamas que sempre iluminam nossa Mente.
E ao sentirmos o Espírito de B.P. presente, refletimos sobre a simbologia das tradições Escoteiras
aliada a de muitas culturas e aprender sempre algo novo. Uma energia que abraça
a todos e interage socialmente a todos os presentes, mantendo assim forte a
corrente da Fraternidade.
“... Na década de 80 houve um Fogo de Conselho muito
interessante e emocionante de Alcatéia na Base Naval de Aratu: na época só
lobinhas. O tema foi decidido por um desfile de miss simpatia: os preparativos
e ajuda da natureza para as fantasias era contagiante. Uma assistente da
alcateia resolveu desfilar também para incentivara a festa e as meninas acharam
ótimo; ao final ela foi eleita por votação geral como a Miss Simpatia do
Acampamento. O momento emocionou a todos e em especial a assistente que
descobriu como era querida e amada...”.
Essa capa pertence à Ch Sevirina Barretto, uma Akelá eterna
em nossa Região que com suas lembranças e experiências fortificam o
comprometimento de um trabalho centenário pela Construção de um Mundo Melhor.
Fotos e adaptação
textual
Im Dilma Sentges
Fogo de conselho 3 (Pulando Fogueira)
Uma
escoteira em seu primeiro acampamento estava apreensiva em participar do Fogo
de Conselho; seu monitor lhe disse que é muito divertido, vamos estar junto ao
fogo e junto a BP. Ela mostrava seu medo desde a preparação dos esquetes;
tímida tomou coragem e chegou até a mim e perguntou? ... Chefe tenho mesmo que
pular mesmo a fogueira igual ao São João? Eu não vou pular.
A
patrulha dela estava ensaiando com entusiasmo, mas ela estava tensa. Em seu
olhar estava me transmitindo medo e dúvida. Cheguei próximo deles e com o
intuito de responder uma solicitação de um escoteiro sobre o tema dado pelo
chefe perguntei se estava tudo bem; a jovem franziu a testa em profundos
pensamentos e decidiu me perguntar decidida: Chefe? Se me botarem para pular a
fogueira eu não vou, saiu correndo e quero ir para casa. Pedi permissão a sua patrulha e a levei para caminhar e conversar:
... no escotismo essa reunião acontece para nos divertimos, cantarmos mesmo que
nossa voz não seja tão boa e rouca, dançamos e sorrimos muito, cada patrulha
apresenta pequenas peças com o tema apresentado pelo seu chefe. O ambiente fica
iluminado apenas pela fogueira, assim ficamos descontraídos e nos divertimos
muito sem se preocupar com os que os outros estão pensando e que ficasse
tranquila, não teria que pular a fogueira.
Minutos depois a cerimônia se iniciou, os jovens mais experientes em
acampamentos cantavam alto e cheios de determinação, os que participavam pela primeira
vez estavam encantados e a alegria tomou conta de todos. Ao terminar toda a
cerimônia a escoteira me abraçou chorando e sorrindo e disse que foi a
atividade mais linda do mundo, que as chamas dançavam e que ela viu o Espírito
de BP.
O Espírito de BP se apresenta e é sentido de várias formas
em nossos momentos, em nossos corações e mente. Para nós chefes, a sensação de
que o objetivo do fogo de conselho foi alcançado mais uma vez com a
espiritualidade, a autoconfiança adquirida pelos jovens, as habilidades
artísticas que são afloradas, a sociabilidade e a imaginação que se apresenta fortalecendo a amizade e a Fraternidade Escoteira.
IM
Dilma Sentges – 15ba/2016
Escotismo Modalidade do Ar
A Modalidade do Escotismo do Ar, não foi idealizada pelo fundador, Baden-Powell, das outras duas modalidades, básica e Modalidade do Mar, nem mesmo na Inglaterra, a Modalidade tem sua origem no Brasil.
Dia 28 de abril de 1938, é oficializado o primeiro Grupo Escoteiro da Modalidade do Ar, o Grupo Escoteiro do Ar Tenente Ricardo Kirk, tendo como responsáveis o Major Aviador Godofredo Vidal, o Tenente Coronel Aviador Vasco Alves Secco e o Primeiro Sargento Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues, na época servindo no 5º Regimento de Aviação, atual CINDACTA II, em Curitiba.
Em 19 de abril de 1944, foi criada a Federação Brasileira de Escoteiros do Ar, a qual congregava todos Grupos Escoteiros da Modalidade, na época se restringindo aos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
O Brigadeiro Nero Moura, em 26 de julho de 1951, então Ministro da Aeronáutica, reconhecendo a tamanha expansão registrada e seus valiosos objetivos, entre eles o de incentivar o interesse dos jovens pela aeronáutica, determinou que todas as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio à Modalidade do Ar, o que acontece até os dias presentes.
Em 1951 a Portaria 262 publicada pelo então Ministro da Aeronáutica Brigadeiro Nero Moura determina o apoio de todas as Unidades da FAB aos Escoteiros do Ar. Esta portaria foi reconfirmada em 1981 pelo Ten.-Brig.-do-Ar Délio Jardim de Mattos e reformulada e substituída pela portaria 914 de 29 de Setembro de 2003 pelo Ten.-Brig.-do-Ar Luis Carlos da Silva Bueno.
O Atual Coordenador Nacional da Modalidade do Ar é o Chefe I.M. Vlamir Pereira (SP), sucessor do Chefe I.M. Marcelo D. V. Penteado (SP), Chefe I.M. Paulo R. Negreiros (RS), Chefe I.M. Fábio Augusto Giunti Ribeiro (SP) e Chefe I.M. Luiz Salgado Klaes (SC).
Escotismo Modalidade do Mar
Após um acampamento no Rio Beaulieu, Baden-Powell redigiu "Escotismo do Mar para Rapazes", era uma pequena explanação do que deveria ser o escotismo o mar, ao final há uma nota que diz que seu irmão, Warrington Baden-Powell, montaria um manual para os escoteiros do Mar. Com o despreparo dos chefes da modalidade básica, surgiram novos chefes provindos da Guarda Costeira da Inglaterra, esses tinham conhecimento sobre as artes da marinharia. As primeiras uniões de Escoteiros do Mar na Inglaterra e no exterior foram: Mercúrio, 'British Boys', Petersham and Ham, Barry, Cleethorpes, Ratcliffe, Skegness, e Gibraltar.
Em 1910 foi definido o uniforme dos Escoteiros do Mar, branco diferente da modalidade básica caqui. Em 25 março de 1911, estabelece-se escoteiros do mar como salva-vidas na costa, uma real necessidade da época. Em 1912 o "Escotismo do Mar e Marinharia para Rapazes" é publicado. Em 1921, Warrington Baden-Powell morre, mas o Escotismo do Mar já era realidade em vários países. E atualmente no mundo inteiro.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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IM Dilma L. C. Sentge
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