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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Brasa na Mochila

Alvorada e como sempre muito antes, os lobinhos já estavam de pé fazendo o reconhecimento do campo. Acampamento geral de Grupo e o campo da alcatéia precisava ser verificado e claro inspecionado para as descobertas das suspresas que os lobinhos aprontam e fazem o divertimento de todos; akelas e seus assistentes organizavam a higiene e o café da manhã. Ao passar próximo a uma das barracas observei uma mochila de canto que saia uma fumacinha bem tímida; um lobinho que me acompanhava curioso percebeu também e deu o alarme gritando: Fogo, fogo, fogo. A confusão estava feita, um grande alvoroço...os outros lobos também gritavam. A chefia tentava acalmar e ao serem afastados sob protesto e curiosidade descobri o grande “incêndio”... a pequena fumacinha que saia do fundo da mochila era arte inocente do lobinho Caio; ele mesmo chegou correndo e sacudiu sua mochila já molhada por um copo d’água jogada por seu primo e chorando dizia que era dele e que apagaram a brasa apagada da cinza. Tivemos que conter o riso em respeito aos sentimentos do lobinho e ele tentava contar aos prantos sua façanha: Contou que o pai dele foi escoteiro e sênior e guardava vários frasquinhos com cinza de vários fogos de conselho que participou, e que ele queria também guardar as cinzas para juntar as do pai e que era só um pouquinho da cinza da flor vermelha e como não achou um potinho colocou em um pedaço de papel no fundo da mochila pra levar pra casa.
O encanto de uma cerimônia influenciou tanto o coração e a mente do lobinho que ele não se deu conta do perigo de guardar uma brasa na mochila e, percebemos como um pai escoteiro faz despertar o orgulho de também fazer parte das memórias escoteiras de família.
IM Dilma Sentges

Setembro 2016

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