Alvorada
e como sempre muito antes, os lobinhos já estavam de pé fazendo o
reconhecimento do campo. Acampamento geral de Grupo e o campo da alcatéia
precisava ser verificado e claro inspecionado para as descobertas das suspresas
que os lobinhos aprontam e fazem o divertimento de todos; akelas e seus
assistentes organizavam a higiene e o café da manhã. Ao passar próximo a uma
das barracas observei uma mochila de canto que saia uma fumacinha bem tímida;
um lobinho que me acompanhava curioso percebeu também e deu o alarme gritando:
Fogo, fogo, fogo. A confusão estava feita, um grande alvoroço...os outros lobos
também gritavam. A chefia tentava acalmar e ao serem afastados sob protesto e
curiosidade descobri o grande “incêndio”... a pequena fumacinha que saia do
fundo da mochila era arte inocente do lobinho Caio; ele mesmo chegou correndo e
sacudiu sua mochila já molhada por um copo d’água jogada por seu primo e
chorando dizia que era dele e que apagaram a brasa apagada da cinza. Tivemos
que conter o riso em respeito aos sentimentos do lobinho e ele tentava contar
aos prantos sua façanha: Contou que o pai dele foi escoteiro e sênior e
guardava vários frasquinhos com cinza de vários fogos de conselho que
participou, e que ele queria também guardar as cinzas para juntar as do pai e
que era só um pouquinho da cinza da flor vermelha e como não achou um potinho
colocou em um pedaço de papel no fundo da mochila pra levar pra casa.
O
encanto de uma cerimônia influenciou tanto o coração e a mente do lobinho que
ele não se deu conta do perigo de guardar uma brasa na mochila e, percebemos
como um pai escoteiro faz despertar o orgulho de também fazer parte das memórias
escoteiras de família.
IM Dilma Sentges
Setembro 2016
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